O profissional de games João Custódio, ligado ao canal Drops, lançou um formulário para reunir relatos de possíveis casos de assédio eleitoral e discriminação política nas relações de trabalho.
A iniciativa busca dar visibilidade a situações de injustiça e defender os direitos de quem trabalha ou busca uma oportunidade no setor. O formulário também aceita relatos sobre publicações de empresários, influenciadores ou outras figuras públicas que incentivem essas práticas.
Segundo o texto de divulgação, o formulário não solicita identificação nem dados de contato. Os relatos serão analisados antes de qualquer divulgação, e uma planilha pública com os primeiros casos deve ser compartilhada na próxima semana.
Como funciona o formulário
| Item | Informação |
|---|---|
| Quem pode contribuir | Pessoas que passaram por situações, presenciaram casos ou encontraram publicações incentivando práticas discriminatórias |
| O que pode ser relatado | Casos de assédio eleitoral e discriminação política no trabalho; publicações de empresários, influenciadores e figuras públicas |
| Identificação | Não é solicitada |
| Dados de contato | Não são pedidos |
| Uso dos relatos | Serão analisados antes de qualquer divulgação |
| Divulgação | Planilha pública com os primeiros relatos prevista para a próxima semana |
A proposta é reunir evidências e relatos que possam contribuir para o debate público e para a responsabilização de quem incentiva ou pratica discriminação política.
A iniciativa surge em um momento de alta no número de denúncias de assédio eleitoral no Brasil.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) , foram registradas 530 denúncias entre a 0h da segunda-feira (26) e as 17h45 da terça-feira (27), após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
O volume é considerado inédito pelo MPT, que monitora casos em todos os estados e no Distrito Federal. Grande parte das denúncias envolve publicações em redes sociais estimulando a demissão ou perseguição de trabalhadores que votaram no PT.
O MPT já obteve decisões judiciais, como a que proibiu uma deputada estadual do Rio de Janeiro de incentivar empregadores a discriminar trabalhadores por convicções políticas.
Cuidados e limites da iniciativa
Apesar de o formulário não pedir identificação, é importante observar alguns pontos:
- Anonimato não é absoluto: se o relato contiver detalhes como nome da empresa, cargo ou data, a pessoa pode ser identificada indiretamente.
- Relatos serão analisados: nem todo conteúdo será divulgado automaticamente.
- Planilha pública: a divulgação de casos pode expor pessoas e empresas. É preciso cautela para evitar acusações sem provas.
- Não substitui canais oficiais: o formulário é uma iniciativa independente e não substitui denúncias ao MPT, à Justiça Eleitoral ou à polícia.
Link do formulário: Informar assédio eleitoral